>> Hidrovia Paraguai-Paraná
Com o crescimento da produção agrícola e o alto custo
do transporte sobre o preço final do produto tornou-se necessário
se pensar em alternativas, não se pode depender somente das rodovias.
O transporte pôr meio de hidrovias tem um custo médio em torno
de 62% mais baixo, tornando pôr conseqüência nossos produtos
mais competitivos para exportação. O Brasil é o segundo
exportador de soja do mundo, 67% da produção é escoada
pôr rodovia, 28% pôr ferrovia e apenas 5% pôr hidrovia, isso
faz com que o transporte de nossos grãos seja um dos mais elevados do
mundo. Os Estados Unidos que são o maior exportador de grãos escoa
67% da produção usando o transporte hidroviário, 23% pela
ferrovia e apenas 16% pela rodovia.
(Quando se projeta uma hidrovia deve se pensar nas condições de
navegação se possível o ano inteiro, independente de ser
época de cheia ou seca. Um projeto de engenharia de uma hidrovia é
o traçado de uma faixa imaginária sobre a superfície do
rio, na qual a embarcação ou comboio possa navegar sem obstáculos
de largura ou profundidade.) No Brasil são 8.500 Km de hidrovia usada
em escala comercial, apenas 34% do potencial que o país possui. A integração
da malha hidroviária é fundamental para o desenvolvimento da imensa
extensão territorial que é o Brasil. Com seus 42 mil quilômetros
de rios, dos quais 15 mil são navegáveis o país contaria
hoje com a mais ampla malha de transporte fluvial do mundo.
A hidrovia Paraguai-Paraná, que teve grande importância no período
colonial e imperial, está buscando agora recuperar sua vocação
de ligação entre o centro do país e o oceano Atlântico,
sem que com isso seja prejudicada a beleza natural do Pantanal. Essa região
do centro-oeste brasileiro tem grande potencial agrícola, porém
não conta com um sistema de transporte eficiente o que impede a competitividade
e o aumento da produção. Quando se olha para o futuro se vê
que a utilização da hidrovia se revela a melhor maneira e a mais
barata para se transportar grandes cargas para diversas regiões. A redução
de custo e a melhoria da infra-estrutura resultarão no aumento da produção.
A hidrovia Paraguai-Paraná liga a cidade de Cáceres em Mato Grosso,
região produtora de soja, a Buenos Aires, são 3440 Km de extensão.
Essa hidrovia tem um grande potencial de desenvolvimento principalmente para
o escoamento das safras de grãos. Com a globalização da
economia e a livre concorrência o preço do serviço se tornou
fundamental, surgiu então a necessidade de reduzir custos e integrar
o Brasil no mercado internacional. O meio de transporte hidroviário,
ideal para grande distância e volume de carga, está sendo utilizado
em quase todas as economias desenvolvidas do mundo, ele tem que ser usado preservando
o meio ambiente e respeitando as leis. Garantir a exploração com
novas tecnologias é fundamental.
Com o aumento na década de 90 da produção de soja no centro-oeste
a hidrovia Paraguai-Paraná se tornou a opção mais barata
de transporte na região. (Isso resultou numa briga com os ambientalistas
que são receosos quanto ao impacto que esse tráfego de embarcações
pode trazer de prejudicial a um dos ecossistemas mais bonitos do planeta. Cientistas
alegam que estudos tem que ser bem feitos para não quebrar esse sistema
delicado que é o Pantanal.)
O objetivo da hidrovia Paraguai-Paraná é ligar o porto de Cáceres
em Mato Grosso ao porto de Nueva Palmira no Uruguai, integrando todos os países
do MERCOSUL (incluindo a Bolívia). (Tal ligação está
parcialmente inviabilizada para embarcações de médio e
grande porte, principalmente no trecho Cáceres-Corumbá, pois as
condições de navegação não são adequadas.)
Como parte de integração latino-americana a hidrovia é
de grande importância para os países envolvidos, uma vez que resulta
numa diminuição do custo de transporte de cargas, aumentando naturalmente
o intercâmbio de produtos entre os países. (Tal queda no preço
do frete poderia trazer desenvolvimento para as regiões privilegiadas
pela hidrovia.)