Expedição colhe subsídios para regulamentação da Lei e do Fundo do Clima Pantanal

Expedição colhe subsídios para regulamentação da Lei e do Fundo do Clima Pantanal

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Começou na madrugada da quarta-feira, 22 de maio, a Expedição Pantanal Sustentável 2, uma jornada de cinco dias por terras pantaneiras para conhecer de perto a realidade da geografia, da biodiversidade, dos sistemas produtivos, levantar as necessidades básicas das populações, visando colher subsídios para complementar a regulamentação da Lei do Pantanal e do Fundo do Clima Pantanal, adequando as políticas públicas às necessidades do bioma e do povo que ali habita. A Expedição é organizada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), com apoio da ABPO (Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável) e do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Os secretários executivos de Meio Ambiente, Artur Falcette, e de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna, integram a Expedição, junto com servidores do Imasul (Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), organizações não governamentais, instituições de ensino e pesquisa, produtores rurais e técnicos. O grupo soma cerca de 40 participantes (entre homens e mulheres) e viajam em veículos traçados 4×4, partiram de Campo Grande às 4 horas da manhã e o retorno está previsto para domingo, dia 26, fim da tarde.

A primeira Expedição aconteceu em março, durou quatro dias, percorreu um roteiro diferente e foi focada na aplicação de alguns critérios da Lei do Pantanal, conforme explicou o secretário executivo Artur Falcette. “Como representantes do Governo do Estado, aproveitamos para conhecer a realidade e os desafios de cada região, cada comunidade, visando estudar políticas públicas específicas e eficientes”, disse Falcette.

Percurso

A primeira parada para orientação e partida oficial da Expedição foi às 6h no Posto Taurus, na BR-262, chegando a Anastácio. Dali, o grupo seguiria por 46,6 quilômetros pela BR-419, que está sendo pavimentada, até a fazenda Taboco, a primeira parada para o café da manhã à base de quebra torto. Esse ponto é a entrada da Expedição no território pantaneiro. O plano era não se demorar mais que uma hora na fazenda Taboco, onde iriam conhecer a unidade produtiva, características do ambiente na qual está inserida, suas potencialidades, dificuldades e necessidades.

Em seguida o grupo percorre mais 59 quilômetros e visita as Fazendas Santa Izabel, Iguaçu e Baía Negra, onde almoçam. Retomam viagem e após 66 quilômetros chegam à fazenda Barranco Alto e ali pernoitam. Em todas essas unidades visitadas eles terão explanações pelos proprietários dos sistemas produtivos e demais informações que procuram, fazem visitas in loco para conhecer espécies de gramíneas adaptadas e outras experiências inovadoras em cultivo, uso do solo e manejo florestal.

No segundo dia da Expedição o grupo permanece na Fazenda Barranco Alto transitando em trilhas e trechos para vivenciar o dia a dia dos pantaneiros, reconhecendo a biodiversidade da região, inteirando-se da realidade da unidade produtiva, suas características e potencialidades. No fim da tarde, percorrem mais 91 quilômetros e chegam à fazenda Baía das Pedras, onde pernoitam e permanecem até a metade do terceiro dia da Expedição, a sexta-feira (24). Na parte da tarde o grupo segue por mais 208 quilômetros, pernoitando na Fazenda Santa Fé do Corixinho.

O grupo permanece todo o sábado em pesquisas na fazenda Santa Fé do Corixinho, no domingo pela manhã ainda visitam outras duas fazendas – Figueiral e Santa Cruz, onde almoçam – já fazendo o percurso em direção a Rio Verde, e na parte da tarde retornam a Campo Grande pela BR-163. Ao todo, o grupo vai percorrer mais de 1.000 quilômetros, cerca de 770 quilômetros só dentro do Pantanal. As informações são da Semadesc/Governo de MS.

Fotos: Mairinco de Pauda

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